a tristeza sem fim hoje é minha, nesse domingo de tempo fechado. ouço bach, alegro, para acalmar minha alma e entrar dentro de mim mesmo, assumir a minha tristeza profundamente, num dia em que tenho o direito de nao fazer nada a nao ser estruturar a minha alma e esquecer que o meu cérebro, de raciocínios deve as vezes dar espaço para amar e ser amado com menos apego e mais sinceridade e grandeza.
domingo, 9 de novembro de 2008
conto
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
conto

segunda-feira, 22 de setembro de 2008
conto
a loura anunciada
morava na beira do mar e vivia pintando. não que naquele momento vivesse exatamente de pintura, mas pintava porque o seu movimento de corpo exigia. vivia do sonho de que viveria de pintura e bebia muita água. tinha um sala ampla com um piano de calda, onde, para chegar aos vazios, dedilhava uma música ou outra acompanhando o som do triunvirat. ouvia sempre as mesmas músicas para variar quando pincelava. nunca entendia as letras, mas isso não era importante. O ritmo é que embalava a pintura. por vezes misturava com mozart, vivaldi e bach. estava sòzinho. a campainha soou e ele abriu a porta para o tarólogo esperado, que sentou, abriu as cartas e sentenciou a sua vida amorosa: “você vai voltar para paris com uma perspectiva de sucesso não sei em que, mas com uma mulher loura de olhos verdes. você vai conhecê-la numa festa e será um amor a primeira vista”.
26 de dezembro de 1992
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
conto
sábado, 30 de agosto de 2008
conto
Poema de amor para uma noite infinita
Ele ficou de frente para onde em vinha, um degrau mais alto. Fiquei descalça enroscada nos seus braços, alisando meus cabelos. Me desabotoou. Enfiou muitas mãos por dentro do meu capote, me beijando, alisando minha pele através da seda. Andamos até o quiosque onde pedi um sanduíche de queijo com fanta (adoro fanta). Viramos e ele se encostou numa parede cega do quiosque onde só o mar nos via, me abraçou, abriu de novo os botões grandes do capote preto que coloquei nem sei porque e foi me abrindo. Encostou as mãos na minha pele, subindo pelas costas, passando para a frente. A ponta dos seus dedos tocaram meus seios, rígidos, estremecida. Seu corpo se encantou com o meu, boca deslizada pela minha. Desceu as mãos por dentro da calça, seu antebraço enroscado, quatro coxas como que não existindo tecidos entre elas. Meu coração vinha e voltava, emoção pura. Olhou nos meus olhos, girou o corpo e me levou mão dada até a areia, perto da água fria e salgada. Equilibramos. Me deitou, abraçando. Abriu delicadamente o feche-eclair das duas calças e nos amamos muito. Ficamos abraçados. Levantou-me pela mão e retornamos a parede cega onde o rapaz do quiosque tinha deixado o sanduíche de queijo, ao lado da fanta que adorei ainda mais. Saciei minha fome.
terça-feira, 29 de julho de 2008
pensamento
sábado, 12 de julho de 2008
conto
- não se ouvia bem o que o senhor falava – disse o primeiro.
- faz parte da prática – respondeu o monge.
- eu só ouvi um dos três koans que o senhor falou.
- lide apenas com o koan que você ouviu.
- mas eu – se manifestou o terceiro – não ouvi nada.
- fique em silêncio.
